Entre janeiro e a primeira quinzena de dezembro de 2025, 260 postes de energia foram atingidos por veículos no Tocantins, de acordo com levantamento da Energisa Tocantins.
A capital Palmas, incluindo a região de Taquaralto, registrou o maior número de ocorrências: 39 postes derrubados. Na sequência aparecem Porto Nacional, com 12 casos, e Araguaína, com 11. Março foi o mês mais crítico, somando 36 acidentes.
Como resultado dos abalroamentos, mais de 200 mil clientes tiveram o fornecimento de energia interrompido pelo menos uma vez ao longo do ano. Segundo a concessionária, a maioria das unidades volta a receber energia em poucos minutos graças à transferência de carga entre circuitos, porém o reparo completo leva, em média, quatro horas.
“Dependendo do poste atingido, milhares de pessoas podem ficar sem energia imediatamente. Escolas, unidades de saúde, comércio e serviços de segurança sofrem impacto”, explica Anderson Vieira, coordenador do Centro de Operação Integrado da Energisa.
Os prejuízos materiais também são significativos. A substituição de postes e a recomposição da rede ficam a cargo do motorista envolvido e podem chegar a R$ 35 mil, conforme o tipo de estrutura danificada.
Imagem: Atitude Tocantins
Riscos e orientações de segurança
Além das quedas de energia, os acidentes expõem motoristas, passageiros e pedestres ao risco de choques elétricos, especialmente quando há cabos rompidos e energizados. A recomendação é permanecer dentro do veículo até a chegada de equipes especializadas.
- Permanecer no veículo sempre que possível;
- Não tocar no poste ou nos fios;
- Em caso de chuva ou presença de água, manter distância da área;
- Chamar o Corpo de Bombeiros (193) e a Energisa (0800 721 3330);
- Evitar objetos metálicos para afastar fios;
- Orientar outras pessoas a ficarem longe do local;
- Dirigir com atenção, sem uso de celular e sem consumo de álcool.
Vieira reforça que bebida alcoólica, desatenção e uso de celular ao volante estão entre as principais causas dos acidentes. “Total atenção no trânsito é fundamental para evitar situações que colocam em risco vidas e o fornecimento de energia”, conclui.
Com informações de Atitude TO
