Centros históricos de várias cidades estão ganhando nova dinâmica graças à realidade aumentada (RA). Segundo dados do Google Arts & Culture, experiências digitais que sobrepõem imagens do passado às ruas atuais podem elevar em até 30% o engajamento de visitantes e aumentar em cerca de 70% o interesse pela história local.
Mercado em expansão
O segmento global de RA aplicada ao turismo deve movimentar US$ 1,3 bilhão até 2025. A projeção é impulsionada por iniciativas como o próprio Google Arts & Culture, responsável pela digitalização de mais de 250 sítios históricos e pela soma de centenas de milhões de visitas virtuais.
Como funciona
Com o celular em mãos, moradores e turistas podem apontar a câmera para fachadas e calçadas e visualizar recriações de épocas passadas, mapas antigos e cenas históricas sobrepostas ao cenário atual. A tecnologia é usada em projetos firmados pelo Google Arts & Culture em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e prefeituras, entre elas a do Rio de Janeiro.
Impacto urbano
A oferta de passeios interativos sem necessidade de placas extensas ou museus distantes facilita o acesso à informação durante trajetos cotidianos, como o caminho para o trabalho ou um passeio de fim de semana. O resultado é maior circulação de pessoas, estímulo ao comércio local e fortalecimento do vínculo emocional com bairros históricos, que passam a ser percebidos como espaços vivos.
Imagem: inteligência artificial
Custo e acessibilidade
Grande parte das experiências de RA é gratuita ou de baixo custo, já que utiliza smartphones comuns e aplicativos públicos. A tendência, apontam os responsáveis pelos projetos, é combinar preservação, turismo e qualidade de vida, mantendo a integridade arquitetônica enquanto se enriquece a vivência urbana.
Com informações de Olhar Digital
