Pesquisadores da Finlândia e da Áustria usaram scanners a laser para demonstrar que árvores adultos entram em um estado de repouso noturno, rebaixando galhos e folhas em até 10 centímetros poucas horas após o pôr do sol.
O experimento, realizado na completa ausência de luz visível, recorreu a lasers infravermelhos para não interferir no ritmo biológico das plantas. A tecnologia varre toda a copa em minutos e cria modelos tridimensionais capazes de registrar variações de poucos milímetros.
Como o “sono” das árvores acontece
Início do declínio: logo após o anoitecer, galhos e folhas começam a inclinar-se lentamente para baixo.
Ponto máximo de relaxamento: na madrugada, o deslocamento chega ao pico, com diferença de até 10 cm em relação à posição diurna.
Despertar matinal: com o retorno da luz solar, a pressão interna de água (turgor) aumenta e a árvore recupera rapidamente altura e rigidez.
Imagem: inteligência artificial
Principais conclusões do monitoramento
- Movimento não decorre de vento, mas de alterações internas no organismo vegetal.
- Escaneamento contínuo durante 12 horas permitiu mapear toda a copa em 3D.
- A técnica dispensa iluminação artificial, evitando interferir no ciclo natural.
Segundo os autores, a queda do turgor à noite reduz a demanda energética em ausência de fotossíntese, funcionando como um período de descanso que preserva recursos para o ciclo diurno seguinte.
Com informações de Olhar Digital
