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Captura de Maduro por forças dos EUA inaugura nova ofensiva de Trump e acende alerta no Brasil

Brasília – A detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos, divulgada na madrugada de sábado (3), marcou uma virada na política de segurança de Washington para a América Latina e colocou o Brasil em estado de atenção.

Operação embasada em nova diretriz de segurança

O governo norte-americano realizou a ação em território venezuelano e levou Maduro aos EUA para responder a acusações de narcoterrorismo. A ofensiva ocorreu poucas semanas após a divulgação da nova Estratégia Nacional de Segurança, descrita por analistas como uma releitura da Doutrina Monroe, de 1823, que proclama a primazia dos EUA no hemisfério ocidental.

Em pronunciamento, o presidente Donald Trump afirmou que a captura “abre uma nova fase” no tratamento de regimes considerados hostis no continente. O documento de segurança enfatiza o combate ao crime organizado transnacional, ao narcotráfico, à imigração ilegal e à influência de potências como Rússia e China.

Efeitos imediatos na fronteira norte

Logo após a operação, autoridades venezuelanas fecharam temporariamente a fronteira terrestre com Roraima. O bloqueio foi suspenso ainda no sábado, e o Itamaraty relatou “situação tranquila”, sem registro de fluxo migratório atípico. Mesmo assim, órgãos federais e o governo de Roraima reforçaram a vigilância.

Desde o agravamento da crise venezuelana, o estado é a principal porta de entrada de migrantes no Brasil, concentrando abrigos e estruturas de interiorização.

Dilema diplomático para o governo Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a operação como violação da soberania venezuelana. Nos últimos meses, Lula vinha tentando estreitar o diálogo com Trump, mas agora precisa equilibrar críticas a Washington e a manutenção da cooperação bilateral.

Possíveis desdobramentos para a região

Para o doutor em Direito Internacional Luiz Augusto Módolo, a justificativa de narcoterrorismo empregada contra Maduro pode atingir outros governos latino-americanos. Ele avalia que o Brasil, que ainda não designou facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, pode ser pressionado a mostrar resultados no combate ao crime transnacional.

Segundo o especialista, entretanto, o próximo alvo provável da estratégia de Trump seria a Colômbia, governada por Gustavo Petro, embora a possibilidade de mudança pela via eleitoral possa adiar qualquer intervenção direta.

Com a operação contra Maduro, a América Latina volta ao centro das prioridades estratégicas de Washington, criando um cenário de incerteza para governos que buscam manter autonomia diplomática diante da Casa Branca.

Com informações de Gazeta do Povo

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