Brasília – O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) informou neste domingo, 11 de janeiro de 2026, que o médico responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro foi convocado até a Superintendência da Polícia Federal, na capital federal. De acordo com Carlos, o pai sofre crises de soluços que evoluíram para azia constante, comprometendo alimentação e sono.
Na rede social X, o filho do ex-mandatário relatou ainda que Bolsonaro apresenta “grave abalo psicológico” por permanecer isolado em cela individual.
Pedido de prisão domiciliar
Segundo Carlos Bolsonaro, a defesa protocolou no fim de semana mais um pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF). Até a noite deste domingo, o pleito não havia sido analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Queda na cela e histórico de saúde
Há uma semana, Jair Bolsonaro caiu dentro da cela e foi submetido a exames no Hospital DF Star. O ex-presidente convive com diversos problemas de saúde decorrentes da facada sofrida em 2018 e de cirurgias posteriores, entre eles:
- atrofia parcial da parede abdominal, hérnias remanescentes, extensas aderências intestinais e perda de parte do intestino grosso;
- doença do refluxo gastroesofágico com esofagite, associada a episódios recorrentes de pneumonia;
- soluços persistentes que exigem ajuste diário de medicação de ação central;
- carcinoma de células escamosas “in situ”, diagnosticado em setembro;
- hipertensão, doença aterosclerótica do coração e apneia do sono grave.
Situação jurídica
Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar entre 4 de agosto e 22 de novembro de 2025. Na última data, foi preso preventivamente por suposta tentativa de violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, no inquérito que investiga a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
Imagem: Tânia Rêgo
Em 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes encerrou a ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado e determinou a execução imediata da pena de 27 anos e três meses de prisão. Desde então, vários pedidos de prisão domiciliar humanitária foram negados.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) replicou nas redes sociais a publicação do irmão sobre o novo atendimento médico.
Com informações de Gazeta do Povo
