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Conselho de Medicina cobra explicações sobre navio-hospital chinês atracado no Rio

Rio de Janeiro – O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) solicitou, nesta segunda-feira (12), esclarecimentos à Secretaria estadual de Saúde (SES-RJ) sobre possíveis atendimentos médicos a bordo do navio-hospital chinês Silk Road Ark, ancorado no Píer Mauá desde sexta-feira (9).

No ofício, o CREMERJ deu prazo de 72 horas para resposta e baseou o pedido na Lei nº 3.268/1957 e nas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que determinam a fiscalização de qualquer ato médico praticado no país, inclusive em missões diplomáticas ou humanitárias. O documento questiona se há oferta de serviços assistenciais, quem seria o público-alvo, se existe autorização oficial das autoridades brasileiras e se os profissionais estrangeiros possuem registro temporário nos conselhos regionais, conforme a Resolução CFM nº 2.216/2018.

Procurada, a SES-RJ informou que não há atendimento médico previsto durante a permanência da embarcação na capital fluminense. Segundo a pasta, a passagem do navio tem caráter exclusivamente diplomático e de intercâmbio profissional, embora a unidade flutuante disponha de estrutura para ações humanitárias em outras circunstâncias.

O CREMERJ também encaminhará ofício à Marinha do Brasil, responsável por autorizar e fiscalizar navios estrangeiros em águas nacionais. A entidade iniciou fiscalização presencial para confirmar se não há, de fato, procedimentos médicos sendo realizados.

Permanência até quinta-feira

O Silk Road Ark permanece no Rio de Janeiro até quinta-feira (15). A embarcação integra a 11ª Missão Harmony, iniciativa chinesa criada em 2010 para ampliar a cooperação internacional na área de saúde. De acordo com a Embaixada da China no Brasil, o navio partiu de Quanzhou, província de Fujian, em 5 de setembro de 2025, e cumprirá viagem de 220 dias por cerca de uma dezena de países, sendo o Brasil o primeiro destino na América do Sul.

Na sexta-feira (9), o governo fluminense promoveu recepção oficial à delegação chinesa. A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, representou o governador Cláudio Castro (PL-RJ) e destacou a oportunidade de intercâmbio científico. Já o contra-almirante Fang Jinsong, da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, agradeceu a acolhida brasileira e citou o reforço da cooperação bilateral.

Com 14 departamentos clínicos, o navio-hospital pode realizar mais de 60 tipos de procedimentos cirúrgicos, mas, segundo a SES-RJ, nenhuma dessas atividades será oferecida ao público durante a escala no Rio.

Com informações de Gazeta do Povo

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