Elon Musk ingressou com pedido de indenização que pode chegar a US$ 134 bilhões (cerca de R$ 720 bilhões) contra a OpenAI e a Microsoft. O empresário afirma que as duas companhias teriam obtido ganhos excessivos a partir de seu apoio financeiro e institucional no início da criadora do ChatGPT.
Valores em disputa
Em documento protocolado na Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (16), a equipe jurídica de Musk calcula que a OpenAI tenha lucrado entre US$ 65,5 bilhões (R$ 352,4 bilhões) e US$ 109,4 bilhões (R$ 588,6 bilhões) graças às contribuições do bilionário. Já a Microsoft, principal parceira comercial da desenvolvedora, teria embolsado de US$ 13,3 bilhões (R$ 71,6 bilhões) a US$ 25,1 bilhões (R$ 135 bilhões).
O processo sustenta que Musk injetou US$ 38 milhões (R$ 204,4 milhões) — o equivalente a 60% do capital inicial da OpenAI — além de auxiliar na contratação de funcionários, na conexão entre cofundadores e na atribuição de credibilidade ao projeto.
Da fundação ao litígio
A OpenAI foi criada em 2015 por Musk, Sam Altman, Greg Brockman e outros nomes do setor de tecnologia. O magnata deixou a organização em 2018 e, atualmente, dirige a xAI, empresa de inteligência artificial que concorre diretamente com a antiga parceira.
Em 2025, a OpenAI concluiu a mudança para um modelo parcialmente lucrativo. Hoje, a estrutura é composta pela OpenAI Foundation (sem fins lucrativos) e pelo OpenAI Group PBC (com fins lucrativos), controlado pela fundação. A companhia diz que a reestruturação facilita a captação de recursos e a retenção de talentos.
Musk contesta essa transição, alegando que a empresa se afastou da missão original de desenvolver inteligência artificial para benefício de toda a humanidade em favor do lucro. A ação tramita há mais de um ano e o julgamento está marcado para abril.
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Posicionamentos
OpenAI, Microsoft e representantes de Musk não responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre a nova petição. Em manifestações anteriores, as duas empresas classificaram as acusações do empresário como “inventadas, inverificáveis e sem precedentes”.
O caso segue sob análise da Justiça norte-americana.
Com informações de Olhar Digital
