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PF pede a Toffoli investigação sobre suposta campanha de influenciadores ligada a Daniel Vorcaro

Brasília, 17 jan. 2026 – A Polícia Federal solicitou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de um inquérito específico para apurar a possível contratação de 46 influenciadores digitais que teriam atuado nas redes sociais para atacar o Banco Central (BC) e defender os interesses do Banco Master.

Os investigadores querem esclarecer se a iniciativa partiu do banqueiro Daniel Vorcaro, controlado do Master, que nega qualquer participação. O pedido de investigação foi formalizado após a PF reunir novos elementos na semana passada, dentro da operação Compliance Zero, cuja etapa mais recente também atingiu Vorcaro e pessoas do seu círculo próximo.

Mensagens e contratos sob suspeita

De acordo com fontes ligadas ao caso, mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicariam repasse de orientações a empresas que trabalham com marketing de influência para impulsionar publicações favoráveis ao Master e críticas a agentes públicos. As conversas ocorreriam antes da decretação da liquidação da instituição financeira, o que, segundo a PF, sugere uma estratégia de antecipação diante do aumento da pressão regulatória e da negativa do BC à venda do banco para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Reportagem do jornal O Globo revelou contratos de até R$ 2 milhões com os criadores de conteúdo, acompanhados de cláusulas de confidencialidade. Um dos documentos, identificado com as iniciais “DV”, previa multa de R$ 800 mil para quem divulgasse detalhes do acordo.

Denúncias de influenciadores

Dois perfis com milhões de seguidores relataram ter sido procurados para integrar o chamado “Projeto DV”. Entre eles está o vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL), que possui mais de 1,5 milhão de seguidores. Ele assinou o termo de confidencialidade, mas recusou a oferta ao conhecer o teor das publicações exigidas e encaminhou os documentos à jornalista Malu Gaspar.

A influenciadora Juliana Moreira Leite, com cerca de 1 milhão de seguidores, afirmou ter recebido proposta semelhante. Segundo ela, após rejeitar a oferta, percebeu aumento de postagens questionando a liquidação do Master.

Pico de ataques e reação da Febraban

Levantamento interno da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou volume “atípico” de menções negativas entre 26 e 29 de dezembro, com prolongamento até 5 de janeiro. Entre os alvos mais citados estavam o próprio BC e o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Dias Gomes, responsável por indeferir a compra do Master pelo BRB.

Defesa nega envolvimento

Em petição enviada ao STF, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer uso de influenciadores para atacar o Banco Central e afirmou que o empresário tem colaborado com as investigações. A assessoria de comunicação de Vorcaro reiterou a mesma posição.

O Banco Master foi liquidado pelo BC após suspeitas de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB, em operações que podem chegar a R$ 12 bilhões. As apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal.

Com informações de Gazeta do Povo

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