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Check Point identifica VoidLink, malware criado com IA que pode acelerar ciberataques

A Check Point Software revelou, na quarta-feira (21), a detecção de um novo framework de malware chamado VoidLink, apontado como um dos primeiros exemplos de ameaça avançada desenvolvida quase integralmente com apoio de inteligência artificial (IA).

Quem e o que

Segundo a divisão de pesquisa da companhia, a Check Point Research (CPR), o VoidLink foi criado por um único agente, que utilizou ferramentas de IA para planejar, programar, testar e organizar todo o projeto em questão de dias.

Quando e onde

O anúncio foi feito em 21 de janeiro. De acordo com a CPR, o framework permanece em estágio inicial e ainda não foi empregado em ataques ativos.

Como funciona

Os pesquisadores identificaram uma estrutura modular, característica comum a operações bem financiadas, mas rara em iniciativas individuais. A IA teria sido usada para:

  • Definir cronogramas de desenvolvimento;
  • Estabelecer especificações técnicas;
  • Orientar testes de funcionamento;
  • Iterar rapidamente novos módulos.

Processos que tradicionalmente exigiam meses e equipes numerosas foram comprimidos em menos de uma semana, informou a CPR.

Por que importa

Historicamente, cibercriminosos recorriam à IA apenas para tarefas pontuais, como automatizar rotinas simples ou adaptar códigos abertos. A CPR ressalta que, até então, exemplos de malware com IA apresentavam baixo nível técnico. O VoidLink quebra esse padrão ao reunir planejamento estruturado e alta sofisticação em um curto período.

Check Point identifica VoidLink, malware criado com IA que pode acelerar ciberataques - Imagem do artigo original

Imagem: Divulgação

Depoimento

Eli Smadja, gerente de grupo de pesquisas da CPR, classificou a velocidade de desenvolvimento como o aspecto mais alarmante do caso, destacando que “a IA permitiu que um único ator criasse uma plataforma avançada em dias”.

Impacto na segurança

Para a Check Point, a descoberta serve de alerta: barreiras técnicas estão caindo, o que pode tornar ataques complexos mais frequentes. A empresa defende que as organizações priorizem prevenção, inteligência de ameaças em tempo real e respostas mais ágeis, abandonando estratégias exclusivamente reativas.

Os pesquisadores concluem que a era do malware gerado por IA já não é mais teórica. Compreender como os atacantes exploram a tecnologia passa a ser essencial para desenvolver defesas capazes de acompanhar a velocidade das novas ameaças.

Com informações de Olhar Digital

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