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Camuflagem dos polvos atua como tela biológica de alta definição, aponta Smithsonian Ocean

Um estudo divulgado pelo Smithsonian Ocean descreve em detalhes o sistema de camuflagem dos polvos, considerado um dos mais avançados mecanismos biológicos já observados. A pesquisa mostra como esses cefalópodes transformam a pele em uma “tela viva” capaz de reproduzir cores, padrões e texturas com precisão equivalente à de dispositivos eletrônicos de alta resolução.

Como o processo acontece

Segundo os pesquisadores, o ciclo de camuflagem começa nos olhos do animal, que captam cores e formas do ambiente marinho. Em seguida, o cérebro envia sinais elétricos diretos aos músculos da pele, acionando diferentes camadas de células especializadas:

  • Cromatóforos – sacos elásticos cheios de pigmento que se expandem ou se contraem em milissegundos, alterando o tom da superfície.
  • Iridóforos – estruturas que refletem a luz, gerando efeitos metálicos e iridescentes.
  • Leucóforos – células brancas que dispersam a luz e ajudam no contraste com o fundo.
  • Papilas – protuberâncias musculares capazes de modificar a textura, permitindo que o corpo se assemelhe a rochas, corais ou algas.

Velocidade e independência celular

Diferentemente de outros animais que dependem de hormônios mais lentos, o polvo controla cada “pixel” de sua pele quase instantaneamente. Os cromatóforos respondem em frações de segundo, enquanto iridóforos e leucóforos ajustam a reflexão e a dispersão de luz em velocidades também altas. Essa resposta rápida garante que o animal se torne praticamente invisível diante de predadores ou presas.

Aplicações tecnológicas

A eficiência energética e a precisão do sistema chamam a atenção de engenheiros e cientistas de materiais. Laboratórios de robótica mole e fabricantes de telas flexíveis investigam os princípios da pele dos polvos para desenvolver tecidos inteligentes e dispositivos eletrônicos de baixo consumo.

Camuflagem dos polvos atua como tela biológica de alta definição, aponta Smithsonian Ocean - Imagem do artigo original

Imagem: inteligência artificial

As descobertas reforçam a importância de estudar a vida marinha como fonte de inspiração para inovações em diversas áreas, da defesa à medicina.

Com informações de Olhar Digital

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