','

'); } ?>

Justiça do RJ mantém ordem de prisão contra ex-CEO da Hurb

A 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa de João Ricardo Mendes, fundador e ex-CEO da agência de viagens Hurb (antigo Hotel Urbano), para revogar ou converter em domiciliar o mandado de prisão expedido contra ele.

Mendes, de 45 anos, é considerado foragido desde o início de janeiro e consta na lista vermelha da Interpol. Ele responde a processo pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) em maio de 2025.

Prisão em flagrante e medidas descumpridas

O empresário foi preso em flagrante em 5 de janeiro, no Aeroporto Regional de Jericoacoara (CE), quando tentava embarcar com documento falso e tornozeleira eletrônica descarregada. Na audiência de custódia, obteve liberdade mediante condições como uso contínuo do equipamento, comparecimento periódico à Justiça e apresentação de relatórios médicos. Segundo o MPRJ, essas obrigações foram reiteradamente ignoradas.

Argumento de “patologia mental” rejeitado

Na petição, os advogados alegaram que Mendes sofre de grave doença mental e não poderia permanecer em unidade prisional comum. Após parecer contrário do MPRJ, o juiz André Felipe Veras de Oliveira rebateu a tese. Para o magistrado, não há prova de inimputabilidade ou de enfermidade grave, destacando que o único laudo apresentado foi produzido por médico particular contratado pelo réu.

“O réu está foragido, colocando em risco a aplicação da lei penal”, escreveu Oliveira, lembrando que, em liberdade, Mendes descumpriu cautelares e cometeu novo crime ao usar documento falso. O magistrado também observou que o empresário desfrutava do verão no Nordeste antes da restauração da ordem de prisão.

Trajetória do empresário

Nascido no Rio de Janeiro, João Ricardo Mendes começou a empreender aos 18 anos com uma barraca de bebidas na Praia do Pepê, na Barra da Tijuca. Em 2011, fundou o Hotel Urbano com o irmão e assumiu a linha de frente da companhia. Ele deixou o cargo de CEO após aparecer em vídeos xingando, ameaçando e expondo dados de clientes, em meio a uma onda de reclamações.

Crise e ações contra a Hurb

A Hurb enfrenta dificuldades desde 2023, acumulando processos e queixas sobre cancelamentos de pacotes. Em maio daquele ano, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) suspendeu a venda de viagens pela empresa e iniciou investigação. O órgão afirmou que a companhia não comprovou capacidade financeira para honrar compromissos, mesmo após um ano de negociações para assinar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O descumprimento das exigências pode gerar multa diária de R$ 80 mil, além de outras penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Com informações de Metrópoles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *