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Deputado pede que Congresso investigue pressão do Departamento de Justiça para excluir apps que rastreavam agentes do ICE

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) pode ser submetido a uma investigação parlamentar após suspeitas de ter pressionado Apple e Google a retirar de suas lojas aplicativos que compartilhavam a localização de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

A demanda parte do deputado Jamie Raskin (Partido Democrata, Maryland), integrante do Comitê Judiciário da Câmara. Em carta enviada à procuradora-geral Pam Bondi, o parlamentar solicitou todos os registros de comunicação entre o DOJ e as duas empresas de tecnologia sobre a remoção dos aplicativos.

Coerção governamental em pauta

Raskin quer esclarecer se houve coerção do governo federal para limitar ferramentas que permitiam a usuários registrar e compartilhar avistamentos de agentes do ICE. Em outubro, tanto a App Store quanto a Play Store removeram os aplicativos, alegando risco à segurança dos agentes.

O deputado afirma que a eventual campanha de pressão teria o objetivo de “silenciar críticos” da política migratória da gestão do então presidente Donald Trump e restringir a circulação de informações que contrariassem versões oficiais.

Casos citados pelo congressista

Na carta, Raskin relaciona o tema às mortes de Renee Good e Alex Pretti em Minneapolis, ambas em operações do ICE. Segundo ele, testemunhos e vídeos contestaram declarações de autoridades sobre os incidentes, indício de um possível padrão semelhante a alegações já feitas em Chicago.

Consequências políticas

O DOJ não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelo Politico. Embora Bondi possa ignorar a solicitação, a investigação pode ganhar força se os democratas recuperarem a maioria na Câmara nas próximas eleições de meio de mandato, cenário em que Raskin passaria a presidir o Comitê Judiciário.

Deputado pede que Congresso investigue pressão do Departamento de Justiça para excluir apps que rastreavam agentes do ICE - Imagem do artigo original

Imagem: Meir Chaimowitz

Apoio de desenvolvedor

Joshua Aaron, criador do aplicativo ICEBlock, um dos removidos, declarou apoiar a investigação e classificou a suposta atuação do Departamento de Justiça como tentativa de silenciar a comunicação entre cidadãos.

Até o momento, não há prazo definido para uma resposta formal do DOJ ou para a eventual abertura de um inquérito legislativo.

Com informações de Olhar Digital

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