O Telescópio Espacial Hubble, operado em conjunto pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), divulgou nesta terça-feira (10) o registro mais detalhado da Nebulosa do Ovo, estrutura situada a aproximadamente 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne.
Estrela encoberta por poeira
A nebulosa, considerada a pré-planetária mais jovem e próxima já observada, abriga uma estrela similar ao Sol que perde suas camadas externas. O astro encontra-se oculto por uma densa nuvem de poeira, formando o que os astrônomos descrevem como uma “gema” envolta por uma “clara” escura. A luz escapa por um ponto polar, iluminando o material expelido há poucos séculos.
Feixes e arcos simétricos
O novo retrato revela feixes gêmeos de luz atravessando os lóbulos da nebulosa e arcos concêntricos mais antigos ao redor da estrutura. A simetria sugere a presença de estrelas companheiras, capazes de moldar o disco de poeira que circunda o objeto.
Janela curta de observação
A fase em que a Nebulosa do Ovo se encontra dura apenas alguns milhares de anos – intervalo breve em termos astronômicos. Durante esse período, o núcleo quente ioniza o gás ao redor, processo que antecede a formação de uma nebulosa planetária completa.
Histórico de registros
O Hubble já havia estudado o objeto em diferentes momentos: em 1997, por meio da câmera NICMOS; em 2003, com a Câmera Avançada de Pesquisa; e em 2012, usando a Câmera de Campo Amplo 3. A nova imagem combina dados desses instrumentos a observações recentes, oferecendo a visão mais clara até hoje do “ovo” cósmico.
Imagem: NASA ESA Bruce Balick Universidade de Washingt
A coleta de dados sobre a Nebulosa do Ovo contribui para esclarecer como estrelas do tipo solar encerram seus ciclos de vida e semeiam material que poderá originar futuros sistemas planetários.
Com informações de Olhar Digital
