','

'); } ?>

Advogado do Google afirma que 29 minutos diários no YouTube não caracterizam vício

O Tribunal Superior de Los Angeles, na Califórnia, iniciou nesta terça-feira (10) o julgamento no qual uma jovem de 20 anos, identificada nos autos como K.G.M. e tratada em audiência como Kaley, processa Google e Meta por supostamente desenvolverem plataformas capazes de viciar adolescentes. Na abertura, o advogado do Google, Luis Li, sustentou que o uso médio de 29 minutos por dia no YouTube não configura dependência.

Segundo Li, a própria Kaley declarou em depoimento prévio que não se considera viciada, posição compartilhada pelo pai e pelo terapeuta que a acompanha. O defensor enfatizou que, desde 2020, a jovem assistiu em média 4 minutos e 9 segundos diários de vídeos iniciados por reprodução automática e cerca de 1 minuto e 14 segundos por dia no YouTube Shorts. Ele acrescentou que funções como rolagem infinita e autoplay podem ser desativadas pelos usuários e não foram concebidas para criar dependência.

O advogado destacou ainda a ausência de registros sobre o uso da plataforma antes de Kaley completar 15 anos, já que o histórico foi apagado. Entre as milhares de páginas de prontuários médicos apresentados, disse ele, o YouTube aparece mencionado apenas uma vez, quando um terapeuta anotou que a jovem recorria a um vídeo para dormir em momentos de ansiedade.

Argumentos da acusação

Representando Kaley, o advogado Mark Lanier alegou que as redes sociais foram projetadas para estimular o cérebro de crianças e adolescentes em busca de recompensas constantes, comparando o mecanismo a uma máquina caça-níquel. Ele apresentou dados que indicam uso intenso do Instagram, incluindo um pico de 16,2 horas em um único dia, em março de 2022.

Posicionamento da Meta

Pela Meta, o advogado Paul Schmidt informou que 71% das interações on-line de Kaley ocorreram no TikTok, 15% no Snapchat, 12% no Instagram e apenas 2% no YouTube. Schmidt relatou que a jovem participou de mais de 260 sessões de terapia e que menos de vinte registros citam redes sociais. Ele apontou conflitos familiares, abuso físico e verbal e bullying escolar como fatores que teriam contribuído para o sofrimento psicológico descrito.

De acordo com o advogado, Kaley continua a usar Instagram, YouTube e TikTok e manifesta interesse em trabalhar com edição de vídeo.

Advogado do Google afirma que 29 minutos diários no YouTube não caracterizam vício - Imagem do artigo original

Imagem: Ascannio

Próximos depoimentos

O cronograma do julgamento, previsto para se estender até o fim de março, inclui o depoimento de Adam Mosseri, chefe do Instagram, nesta quarta-feira (11). Ainda devem ser ouvidos Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Neal Mohan, chefe do YouTube, e especialistas em psicologia infantil.

O caso é acompanhado de perto por advogados e empresas de tecnologia, pois pode influenciar milhares de ações semelhantes em andamento nos Estados Unidos.

Com informações de Olhar Digital

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *