O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) enviou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitando a decretação da prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.
No documento, o parlamentar cita informações de delações premiadas firmadas por ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) investigados na operação “Farra do INSS”. Segundo Sanderson, os relatos apontariam a existência de um esquema para conceder descontos irregulares em benefícios de aposentados, com a suposta participação direta ou indireta do filho do presidente da República e possível recebimento de vantagens indevidas.
O pedido baseia-se em reportagens do portal Metrópoles publicadas na mesma data, que mencionam os acordos de colaboração e o vínculo de Lulinha com o esquema. Sanderson requer que o Ministério Público Federal aprofunde as apurações e verifique se estão presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal para a prisão preventiva.
Caso o MPF não entenda necessária a medida extrema, o parlamentar sugere alternativas cautelares, como monitoramento eletrônico, proibição de contato com outros investigados e suspensão de atividades empresariais.
Ao protocolar a representação, Sanderson afirmou que respeita a presunção de inocência e que seu objetivo é preservar a efetividade da persecução penal.
Defesa reage
Em nota, os advogados de Fábio Luís classificaram as notícias como “factoides” e negaram qualquer envolvimento dele com fraudes no INSS. A defesa declarou que o empresário não conhece os supostos delatores, nunca manteve relações financeiras, pessoais ou profissionais com eles e não recebeu valores da origem investigada.
Imagem: Kayo Magalhães
O texto também informa que foi protocolado um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos, ainda sigilosos, da investigação. Segundo os advogados, a solicitação busca esclarecer o conteúdo das acusações e permitir eventual manifestação com base em fatos concretos.
Em janeiro, um advogado próximo ao presidente já havia pedido ao diretor-geral da Polícia Federal providências contra o vazamento de informações que, segundo ele, mencionavam indevidamente Fábio Luís.
Com informações de Gazeta do Povo
