Uma disputa interna no Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a manutenção de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro provocou reação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que classificou a situação como “injusta”.
Reunião expõe divergências no PT
A crise ganhou força após reunião da executiva estadual do PT em São Paulo, realizada no início da semana. O encontro revelou divergências sobre a composição da chapa e abriu espaço para discussões sobre possível aliança com o MDB, sigla que hoje ocupa três ministérios no governo federal. O movimento gerou questionamentos sobre a permanência de Alckmin na disputa.
PSB reage e defende Alckmin
Em entrevista concedida na quarta-feira (25), o líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), afirmou que considera “injusta” a pressão para retirar Alckmin da chapa.
“Tenho certeza de que ele continua de vice. Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo, ainda mais um vice leal como ele”, declarou. Donizette alertou que uma eventual substituição poderia gerar instabilidade dentro da base governista. “Em política não existe vácuo; onde há cadeira vazia, há disputa”, completou.
Encontro de Campos com Lula
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, esteve com Lula no Palácio do Planalto em 10 de fevereiro. Segundo o dirigente, a conversa de cerca de uma hora reforçou a intenção de manter a parceria entre PT e PSB.
Imagem: André Borges
“Os dois vão construir isso da melhor forma. Há uma relação de carinho e respeito. Não cabe a um presidente de partido tratar disso; a conversa é direta entre eles”, afirmou Campos após a reunião, acrescentando que saiu “animado e seguro” quanto à continuidade da aliança.
Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou oficialmente sobre possíveis alterações na chapa presidencial.
Com informações de Gazeta do Povo
