O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se em sessão de urgência neste sábado, 28 de fevereiro, para analisar a série de ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel em território iraniano, ação que resultou na morte de autoridades do Irã e teria atingido cerca de 20 cidades, entre elas Teerã, Isfahan, Qom, Shahriar e Tabriz.
Irã acusa e fala em ilegalidade
Ao tomar a palavra, o embaixador iraniano Amir Saeid Iravani classificou os bombardeios como “crime de guerra e contra a humanidade”. Segundo ele, as operações foram “ilegais” e “sem qualquer amparo jurídico”, além de terem mirado áreas civis em grandes centros urbanos.
EUA dizem ter agido dentro da lei
Representando Washington, o enviado norte-americano Mike Waltz refutou as acusações. Ele declarou que as forças dos EUA atuaram de maneira legal e que o governo tentou, “sem sucesso”, negociar uma saída pacífica para o impasse com Teerã.
Israel justifica ação contra extremismo
O embaixador israelense Danny Danon afirmou que o objetivo da ofensiva foi conter o extremismo antes que “saísse de controle”. De acordo com Danon, Israel não permitirá que “um regime radical armado com armas nucleares e mísseis balísticos” ameace sua população ou a comunidade internacional.
Rússia e China criticam operação
Vasily Nebenzya, representante da Rússia, disse que o Irã foi “apunhalado pelas costas” e considerou infundada a justificativa de impedir avanços nucleares iranianos. Já Fu Cong, embaixador da China, manifestou “profunda preocupação” com a escalada de tensão e considerou “chocante” o ataque ocorrer enquanto Washington e Teerã mantinham negociações.
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Guterres pede cessar-fogo
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou as ações militares, solicitou cessar-fogo imediato e defendeu a retomada das conversações, alertando para o risco de um conflito mais amplo que coloque civis e a estabilidade regional em perigo.
Papel do Conselho
Composto por 15 países, o Conselho de Segurança é responsável por zelar pela paz internacional. Além dos membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — integram atualmente o órgão Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, República Democrática do Congo e Somália, todos com mandatos de dois anos. O colegiado pode recomendar negociações, impor sanções ou autorizar uso da força para restaurar a segurança global.
Com informações de Metrópoles
