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Cientistas chineses criam filtro vivo que elimina até 99% de urânio da água usando luz solar

Pesquisadores na China desenvolveram um sistema biohíbrido capaz de remover urânio e outros metais pesados de águas contaminadas em áreas de mineração, utilizando apenas bactérias e luz solar. O método, descrito em estudo publicado na plataforma ScienceDirect, dispensa reagentes químicos e infraestrutura complexa de filtragem.

Como funciona

A tecnologia combina microrganismos com partículas minerais semicondutoras. Quando expostos à radiação solar, esses minerais convertem fótons em energia que ativa o metabolismo bacteriano. Nesse processo, as bactérias sequestram e imobilizam os poluentes em suas estruturas celulares, liberando água descontaminada de volta ao ambiente.

Principais resultados

  • Remoção de até 99% dos resíduos de urânio em testes controlados;
  • Operação movida exclusivamente por energia solar, gratuita e renovável;
  • Redução significativa dos custos de manutenção de bacias de contenção em mineradoras;
  • Potencial de aplicação em diferentes efluentes industriais e urbanos.

Vantagens ambientais e operacionais

Por ser totalmente biológico, o sistema atua como um “filtro vivo” que pode tratar grandes volumes de água em regiões remotas sem acesso à eletricidade convencional. A abordagem evita o uso de substâncias químicas adicionais e contribui para a recuperação de solos e lençóis freáticos degradados.

Próximos passos

Embora o projeto seja liderado por cientistas chineses, os autores afirmam que a técnica pode ser adaptada a diferentes regiões do mundo. Para isso, basta selecionar linhagens bacterianas locais compatíveis com o clima e os tipos de contaminantes predominantes.

Cientistas chineses criam filtro vivo que elimina até 99% de urânio da água usando luz solar - Imagem do artigo original

Imagem: inteligência artificial

O avanço abre caminho para que setores da indústria pesada adotem soluções semelhantes, integrando biologia e energia solar para mitigar impactos ambientais em larga escala.

Com informações de Olhar Digital

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