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Governo do Tocantins demite médico condenado por abusar de pacientes durante exames ginecológicos

O Governo do Tocantins oficializou a demissão do médico Paulo Rodrigues do Amaral, 64 anos, condenado a 28 anos e sete meses de prisão em regime fechado por violação sexual mediante fraude contra oito mulheres.

A portaria com a penalidade foi publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (16), após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). Segundo a pasta, o procedimento respeitou o direito de defesa do servidor.

Prisões e condenação

Amaral foi detido pela primeira vez em fevereiro de 2023 e liberado um mês depois, com proibição de atender pacientes. Em julho do mesmo ano, voltou à prisão depois que novas provas foram apresentadas. A sentença de 28 anos e sete meses foi proferida em março de 2024 pela 3ª Vara Criminal de Palmas, que reconheceu abusos cometidos entre 2018 e 2023.

Embora o julgamento tenha tratado de oito vítimas, a polícia já ouviu pelo menos 30 mulheres que alegam ter sofrido toques indevidos em consultas, partos e atendimentos de pré-natal. Denúncias relativas ao período de 2001 a 2008 foram identificadas, mas acabaram prescritas.

Posicionamentos

Em nota, a SES-TO expressou solidariedade às vítimas e reiterou que “não compactua com qualquer tipo de conduta ilegal”.

A defesa do médico declarou que a demissão tem caráter administrativo e não interfere nos recursos em andamento no Judiciário. Os advogados afirmaram que não fornecerão mais detalhes para resguardar a estratégia jurídica.

Consulta feita ao site do Conselho Federal de Medicina (CFM) indica que o registro profissional de Amaral permanece ativo. Questionado, o conselho não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Com informações de G1

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