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Ministério Público de SP retoma pedido de condenação de Monark por declarações sobre nazismo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) voltou a solicitar a condenação do influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por falas favoráveis à criação de um partido nazista no Brasil. A nova manifestação ocorre pouco mais de duas semanas após o órgão ter desistido da ação civil pública, em 31 de março.

Troca de promotor e valor da indenização

A reversão foi assinada pelo promotor Ricardo Manuel Castro, que assumiu o caso depois da saída de Marcelo Otavio Camargo Ramos, responsável pelo pedido de arquivamento anterior. No documento, Castro solicita que a Justiça desconsidere a manifestação de Ramos e volte a analisar o processo, mantendo o pedido de indenização de R$ 4 milhões por dano social.

Defesa questiona legalidade da medida

Em nota, o advogado Hugo Freitas, que representa Monark, disse ter recebido a notícia “com espanto” e afirmou que o MP não poderia refazer o ato processual devido à preclusão consumativa, princípio que impede a repetição de atos já praticados. Ele também apontou possível violação do “princípio do promotor natural”, já que a substituição ocorreu após manifestação favorável ao réu.

Origem da ação

A ação civil pública foi aberta em fevereiro de 2022, depois de Monark defender, durante uma edição do Flow Podcast, o direito de existência de um partido nazista. As declarações repercutiram negativamente, resultando na rescisão de contratos do programa, como o da Amazon, e na demissão do influenciador. Na época, ele alegou possuir conhecimento “superficial” sobre o tema.

O MPSP foi procurado para comentar as razões da troca de promotor, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Com informações de Metrópoles

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