Pesquisadores identificaram na região amazônica uma estrutura geológica apelidada de Vulcão Amazonas, formada há cerca de 1,8 bilhão de anos, no período Paleoproterozoico. O estudo, publicado na revista Geoscience Frontiers, indica que o local preserva fluxos de lava, depósitos explosivos e outras rochas associadas a múltiplos ciclos vulcânicos.
Vestígios de um sistema extinto
Embora não haja atividade vulcânica atual, as evidências apontam para um antigo sistema ligado a caldeiras que foram erodidas ao longo do tempo. A composição das rochas demonstra episódios de magmatismo intenso, o que oferece pistas sobre a formação da crosta terrestre e os processos geológicos dos primeiros tempos do planeta.
Metodologia da descoberta
A confirmação da origem vulcânica envolveu imagens de satélite combinadas com análises químicas de amostras de rochas. A equipe comparou os dados obtidos no Cráton Amazônico com informações de outras formações antigas pelo mundo, o que permitiu reconstruir parte da história desse complexo geológico.
Importância científica
O Vulcão Amazonas auxilia na compreensão da evolução terrestre, do clima antigo e de transformações ambientais de longo prazo. A descoberta também evidencia a diversidade geológica do território brasileiro e aponta para oportunidades de novas pesquisas sobre períodos pouco conhecidos da história da Terra.
Imagem: inteligência artificial
Novos avanços em técnicas de sensoriamento remoto e análises laboratoriais devem aprofundar o conhecimento sobre essa estrutura, revelando detalhes ainda escondidos nos registros rochosos da Amazônia.
Com informações de Olhar Digital
