O Parque Arqueológico de Pompeia apresentou uma reconstrução digital que devolve traços humanos a uma das vítimas do vulcão Vesúvio, cuja erupção em 79 d.C. destruiu a cidade romana. A imagem mostra um homem adulto erguendo um almofariz de terracota sobre a cabeça na tentativa de se proteger da chuva de pedras vulcânicas.
Colaboração entre arqueologia e tecnologia
O retrato foi produzido por arqueólogos em parceria com o Laboratório de Herança Cultural Digital da Universidade de Pádua. Ferramentas de inteligência artificial e técnicas avançadas de edição de imagem foram combinadas, sempre tomando como base dados coletados nas escavações mais recentes, informou o parque em sua conta no Instagram.
Gabriel Zuchtriegel, diretor do sítio, disse à agência Reuters que o uso responsável da IA pode revitalizar os estudos clássicos, oferecendo ao público uma visão mais imersiva do passado.
Restos localizados na Porta Stabia
Os ossos que permitiram a reconstrução estavam na necrópole de Porta Stabia, região externa às muralhas da antiga cidade. A análise apontou que:
- o homem usou o almofariz como capacete improvisado contra os lapilli (pequenas pedras vulcânicas);
- levava uma lucerna de cerâmica para iluminar o caminho e dez moedas de bronze;
- morreu nas primeiras horas do segundo dia da erupção, enquanto tentava alcançar o mar.
A postura defensiva descrita pelos pesquisadores coincide com relatos de Plínio, o Jovem, que registrou sobreviventes protegendo a cabeça com objetos domésticos durante o desastre.
Imagem: Internet
Público recorde
Pouco mais de 4,3 milhões de pessoas visitaram Pompeia em 2024, segundo números citados pela Reuters, consolidando o local entre os principais destinos turísticos da Itália.
Com a aplicação da IA, os responsáveis esperam aproximar ainda mais os visitantes das histórias dos habitantes da cidade romana soterrada há quase dois milênios.
Com informações de Olhar Digital
