Brasília — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta semana o personagem “Pilili”, mascote criado para representar a urna eletrônica em campanhas institucionais. A apresentação ocorreu em evento que contou com a presença da ministra Cármen Lúcia.
De acordo com informações do jornalista André Shalders, da coluna de Mário Sabino no portal Metrópoles, o boneco foi desenvolvido por uma agência de publicidade de Santo André (SP) que mantém contrato anual de R$ 6 milhões com o tribunal. O objeto do acordo prevê a prestação de serviços de publicidade e a distribuição de peças de comunicação do TSE para públicos de interesse.
Na publicação, o colunista Mário Sabino critica a iniciativa e questiona a necessidade de o TSE investir em propaganda. Segundo ele, a criação do mascote buscaria contrapor a desconfiança sobre as urnas eletrônicas alimentada por grupos bolsonaristas e suavizar a imagem do tribunal.
Sabino também faz referência ao personagem “Zé Gotinha”, símbolo de campanhas de vacinação no país, e considera inadequada a estratégia de utilizar um boneco para estimular a confiança no sistema de votação digital.
Imagem: Internet
O TSE não se manifestou, até o momento, sobre as críticas apontadas na coluna.
Com informações de Metrópoles
