O Independiente Medellín rejeitou a orientação da Conmebol para realizar sem público a partida contra o Flamengo, marcada para a noite de 7 de maio, no Estádio Atanasio Girardot, pela quarta rodada da Copa Libertadores. A recusa, oficializada em comunicado divulgado em 6 de maio, antecedeu a confusão que levou ao cancelamento do jogo.
Decisão de manter torcedores
Em nota, o clube colombiano afirmou ter optado pela presença de seus torcedores por considerar “fundamental” o apoio na atual fase do torneio. A decisão foi mantida mesmo após reunião do Comitê de Segurança, Conforto e Convivência no Futebol, realizada em 5 de maio, na qual algumas autoridades sugeriram portões fechados.
Medidas anunciadas
Para tentar garantir a segurança, o Medellín listou itens proibidos no estádio, entre eles fogos de artifício, isqueiros e lasers. Também determinou nove pontos de controle, abertura dos portões às 17h30 e limite de idade mínima de 14 anos para acesso às arquibancadas.
Confusão nas arquibancadas
Apesar das restrições, o que se viu antes do início da partida foi o lançamento de fogos e sinalizadores em direção ao gramado e à polícia. Lasers também foram apontados para jogadores e para o árbitro. Diante do cenário, a Conmebol suspendeu o confronto antes de a bola rolar.
Contexto de tensão
O clima no clube já era tenso desde o fim de semana anterior, quando o Independiente Medellín foi eliminado pelo Rionegro Águilas no Campeonato Colombiano, dentro do Atanasio Girardot, ao perder por 2 x 1. Após a partida, o presidente Raúl Giraldo entrou em campo, fez gestos interpretados como provocação e irritou a torcida.
Imagem: Internet
Posteriormente, Giraldo pediu desculpas e anunciou a renúncia à representação legal do clube.
Com o cancelamento, ainda não há nova data definida para o duelo pela Libertadores.
Com informações de Metrópoles
