A mais recente edição da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13/5), mostra avanço de três pontos percentuais na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao levantamento de abril. A desaprovação recuou na mesma proporção.
Clima de notícias positivas ganha força
O estudo aponta mudança na percepção do noticiário sobre o governo. Entre abril e maio, a parcela de eleitores que disse ter visto mais notícias positivas subiu de 23% para 32% (alta de 9 p.p.). Já os que relataram enxergar mais notícias negativas caíram de 48% para 43% (queda de 5 p.p.). Outros 21% afirmaram não ter acompanhado notícias e 4% não souberam ou preferiram não responder.
Encontro com Donald Trump
Realizado entre 8 e 11 de maio, o levantamento indica que o encontro de Lula com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, foi percebido como benéfico para o chefe do Executivo brasileiro. Ao todo, 70% dos entrevistados souberam da reunião e, desse grupo, 43% avaliam que Lula saiu mais forte, 26% entendem que ele saiu mais fraco e 13% acreditam que nada mudou; 18% não opinaram.
Novo Desenrola Brasil
Outro fator apontado pela Genial/Quaest é o lançamento do Novo Desenrola Brasil, programa que permite renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e do Fies. A iniciativa foi conhecida por 57% dos consultados. Quem aderir ficará impedido de acessar plataformas de apostas on-line por um ano, medida que, segundo o governo, busca conter o endividamento provocado por esse tipo de serviço.
Isenção do Imposto de Renda
A elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco salários mínimos também apareceu como fator positivo. Quando questionados se perceberam impacto na renda, 21% disseram ter sentido aumento significativo (alta de 4 p.p. ante abril), 33% notaram aumento modesto (estável), 45% não sentiram diferença (queda de 4 p.p.) e 1% não soube ou não respondeu.
Imagem: Internet
Os dados sugerem que, combinados, um noticiário mais favorável, a visibilidade internacional do presidente e medidas econômicas voltadas ao endividamento e à renda podem ter contribuído para a ligeira melhora na avaliação do governo.
Com informações de Metrópoles
