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Deputado diz que governo Lula ignora demandas do agronegócio e prevê “tempestade perfeita” no setor

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), líder da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem atendido às principais reivindicações do agronegócio, ampliando a tensão entre o Palácio do Planalto e os produtores rurais. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026.

Segundo Lupion, a relação já conflituosa desde o início do terceiro mandato de Lula se agravou em ano eleitoral. O deputado avalia que há uma “tempestade perfeita” formada por custos elevados, crédito escasso e rentabilidade menor, cenário que exigirá auxílio governamental que, na visão dele, ainda é incerto.

Críticas a medidas recentes

Lupion disse que o governo “fala para a própria bolha” e que essa base de apoio “é contrária ao agro”. O parlamentar citou como exemplos a recente resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) e discussões na comissão da reforma tributária que tratam da exigência de nota fiscal para produtor não contribuinte. “Há uma série de cascas de banana no caminho”, declarou.

Ele também apontou que detalhes de decretos, portarias e resoluções — “os pontos e as vírgulas”, como descreveu — comprometem o dia a dia no campo e aumentam o grau de incerteza no segmento.

Dificuldades financeiras no campo

O líder da FPA listou fatores que, juntos, compõem o quadro de “ano extremamente difícil” para a produção rural em 2026: insumos mais caros, problemas geopolíticos, preços baixos das commodities, custos altos de frete e diesel, mão de obra onerosa, fertilizantes com oferta limitada e juros reais próximos de 20% ao produtor. Ele acrescentou que o endividamento crescente já foi percebido na queda de negócios durante a Agrishow.

Plano Safra na mira

Lupion defendeu juros mais baixos e maior volume de crédito no próximo Plano Safra. Para ele, não basta anunciar valores elevados que se esgotem rapidamente. O deputado lembrou que os dois últimos planos não destinaram recursos à subvenção do seguro rural, encarecendo ainda mais o crédito.

As entidades do setor pedem entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões para a safra 2026/2027, mas Lupion duvida da capacidade do governo de liberar esses recursos por causa da “irresponsabilidade fiscal”. O parlamentar também cobrou agilidade na renegociação de dívidas para evitar uma crise semelhante à vivida pelo campo na década de 1990.

Com informações de Gazeta do Povo

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