','

'); } ?>

Entidades de juízes e procuradores reforçam ofensiva no STF por adicionais salariais e manutenção de aposentadoria compulsória

Associações que representam membros da magistratura e do Ministério Público intensificaram, nesta semana, a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para conter restrições a benefícios adicionais — os chamados “penduricalhos” — e para preservar a aposentadoria compulsória como punição máxima aplicada a juízes.

Questionamento sobre punições

Em memorial apresentado na Ação Originária (AO) 2.870, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) sustenta que retirar integralmente a aposentadoria de magistrados punidos configura “confisco” e “enriquecimento sem causa” por parte do Estado. A entidade argumenta, ainda, que ampliar penalidades em recursos interpostos pela própria defesa viola o princípio da reformatio in pejus — que impede piora da situação do recorrente.

A Anamages pede ao STF que:

  • reconheça que recursos apresentados por juízes não possam resultar em punições mais severas;
  • mantenha a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, como sanção máxima para a categoria.

O debate ganhou força após manifestações do relator, ministro Flávio Dino, que indicou possível perda de fundamento constitucional da aposentadoria compulsória depois da Emenda Constitucional 103/2019. Dino também apontou “tumulto procedimental” em julgamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e determinou a reavaliação de processos segundo novos critérios.

Pendências sobre adicionais

Outra frente de contestação envolve o teto fixado pelo STF, em março, para pagamentos extras. A Corte limitou a soma de verbas indenizatórias e da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade (PVTAC) a 70% do salário de ministro do STF — hoje R$ 46.336,19 — divididos em dois blocos de 35%.

Na prática, cada parcela adicional não pode exceder R$ 16.228,16, permitindo que magistrados e integrantes do MP alcancem remuneração total de até R$ 78.792,52.

A Associação Nacional de Magistrados Aposentados e de Procuradores Aposentados (Anampa) apresentou embargos de declaração defendendo o pagamento acumulado do Adicional por Tempo de Serviço (ATS/VPNI) e da PVTAC, por considerar que as verbas possuem naturezas distintas — remuneratória e indenizatória, respectivamente.

A Anampa também:

  • critica a exclusão de pensionistas da PVTAC, alegando perda de renda após a reforma da Previdência;
  • solicita prioridade no pagamento de retroativos a idosos acima de 80 anos e pessoas com doenças graves.

Saúde e responsabilidade de tribunais

A Anamages requer, ainda, que benefícios assistenciais e de saúde fiquem fora das limitações impostas pelo STF, afirmando que a área de saúde não deve se submeter ao controle de verbas remuneratórias nem ao teto constitucional. A entidade rejeita, igualmente, a responsabilização automática de presidentes de tribunais pelo pagamento de valores já reconhecidos judicialmente.

No dia 6 de maio, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes advertiram que poderão punir gestores de tribunais que autorizarem novos penduricalhos.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *