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Eduardo Bolsonaro nega ter recebido recursos de fundo que financia filme sobre Jair Bolsonaro

Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, que não recebeu qualquer quantia do fundo de investimento criado para bancar a produção do filme “Dark Horse”, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nas redes sociais, o filho “03” de Bolsonaro classificou as suspeitas como tentativa de “assassinato de reputação” e alegou que seu status migratório nos Estados Unidos impediria o ingresso de dinheiro não declarado. “Expliquei às autoridades americanas todas as minhas fontes de renda; se houvesse irregularidade, o próprio governo dos EUA teria me punido”, escreveu.

Sem cargo no fundo e apenas com cessão de imagem

Eduardo reforçou que nunca ocupou função de gestão nem posição administrativa na estrutura financeira do projeto, limitando-se, segundo ele, à cessão de direitos de imagem. O parlamentar também negou ter intermediado vantagens ou tráfico de influência.

Declarações de Flávio Bolsonaro

Mais cedo, em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já havia dito que os valores captados para o filme não tinham Eduardo como destinatário final, chamando as denúncias de “mentira”.

Defesa do escritório responsável

O ex-deputado saiu em defesa do escritório de advocacia que estruturou o negócio, descrevendo a banca como especializada em gestão patrimonial e fundos de investimento há mais de 40 anos, e não apenas um serviço de imigração. Ele relatou ter apresentado o escritório ao produtor Mário Frias “pela competência profissional”, ironizando a hipótese de indicação de advogados ligados ao PT.

Investimento nos Estados Unidos

De acordo com Eduardo, as aplicações financeiras ocorreram nos Estados Unidos porque a produção é sediada naquele país, envolve elenco internacional e, na avaliação dele, encontra lá a segurança jurídica inexistente no Brasil. Ele acrescentou que, no período dos aportes, a família Bolsonaro vivia “fragilidade política”, citando o exílio dele próprio e a impossibilidade de o pai exercer cargo público.

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado em decisão da Mesa Diretora da Câmara, mas ainda não há definição sobre eventual nova disputa eleitoral.

Com informações de Gazeta do Povo

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