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Pré-candidato tucano no Rio foi condenado por tentativa de “saidinha de banco”

Rio de Janeiro — Diego José Alba, pré-candidato do PSDB à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), tem condenação judicial por participação em uma tentativa de assalto na modalidade “saidinha de banco”, ocorrida em 29 de abril de 2009, na agência do Itaú em São Cristóvão, zona norte da capital fluminense.

Condenação de 2009

Naquele ano, Alba e outros três homens — Vladimir Maciel Batalha Júnior, Camilo Borges Pinheiro Souza e Felipe Neves Júnior — foram presos em flagrante pela Polícia Militar após denúncia de que o grupo planejava o roubo. Durante a abordagem, os policiais encontraram dentro do veículo utilizado pela quadrilha uma arma com numeração raspada. Alba ficou seis meses em prisão preventiva, foi solto em outubro de 2009 e cumpriu pena em regime aberto.

A sentença foi proferida pelo juiz Luciano Silva Barreto, que destacou a confissão inicial de Vladimir sobre o crime e a posse da arma. O magistrado também registrou que ligações telefônicas indicavam contato entre Alba e Vladimir, apesar de o réu afirmar em juízo que não conhecia o comparsa.

Em depoimento, Alba admitiu saber que sua motocicleta havia sido reconhecida em investigação da 17ª Delegacia de Polícia Civil por suposto uso em outro roubo.

Denúncias posteriores

Em dezembro de 2014, uma agência da Caixa Econômica Federal, no Centro do Rio, foi roubada em cerca de R$ 300 mil. Seis meses depois, em 2015, o Ministério Público Federal denunciou Alba por envolvimento no assalto. Ele chegou a ficar preso preventivamente, mas foi absolvido por falta de provas.

Em 2016, o Ministério Público de Minas Gerais apresentou denúncia contra Alba por estelionato. O órgão o aponta como chefe de quadrilha especializada em saques com cartões clonados, que teriam totalizado R$ 225 mil. A identidade do político foi encontrada no carro de um suspeito, segundo o MP mineiro. O processo ainda tramita na Justiça.

Posicionamento do pré-candidato e do partido

Questionado, Alba declarou confiar na Justiça e afirmou ter sido absolvido “em todas as instâncias” no caso de 2015. Sobre a denúncia de 2016, disse aguardar esclarecimentos que, segundo ele, provarão sua inocência. “No processo de 2009, fui condenado e cumpri a pena, depois extinta por decisão judicial”, acrescentou.

Embora acompanhe o pré-candidato em agendas, o presidente estadual do PSDB, deputado Luciano Vieira, informou que o partido ainda não definiu oficialmente a lista de nomes para disputar vagas na Alerj. Em nota, a legenda afirmou que os possíveis postulantes serão submetidos às regras de compliance internas e ressaltou que “o respeito às leis e às decisões da Justiça é diretriz da qual o PSDB não abre mão”.

Com informações de Metrópoles

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