Fortaleza (CE) – O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), declarou na manhã de quinta-feira, 25 de junho de 2026, que não assistiu e nem pretende assistir ao vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) critica a aliança do PL cearense com o tucano.
Em conversa com jornalistas durante evento na capital cearense, Ciro classificou a controvérsia como “questão interna” do Partido Liberal e disse que não vai se envolver. “Eu juro que não vi o vídeo. E não vou ver. Isso é uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que nossa paróquia aqui”, afirmou.
No dia anterior, 24 de junho, Michelle divulgou gravação de 27 minutos na qual expõe divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e relata ter sido “maltratada e humilhada” pelo presidenciável. Ela voltou a condenar qualquer aproximação do PL do Ceará com Ciro Gomes, iniciativa que já havia criticado no fim do ano passado.
O ex-governador disse ter se distanciado dos debates da política nacional e reforçou que o desentendimento entre Michelle e Flávio deve ser solucionado exclusivamente pela legenda. “Se a gente for recuperar a minha participação na política nacional, ela é extremamente constrangedora por dois polos. Então, não é possível que eu trate desse assunto. Portanto, eu só respeito o problema do PL. O PL que vai resolver isso daí”, declarou.
Michelle Bolsonaro manifestou apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo do Estado e atribuiu a Ciro a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No vídeo, defendeu que eventual acordo entre os grupos ocorra apenas em um possível segundo turno, “por coerência ideológica”.
Imagem: Jarbas Oliveira
A ex-primeira-dama também criticou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) – pai do deputado federal André Fernandes, presidente do partido no Ceará – e afirmou que, inicialmente, o nome defendido por Bolsonaro para a disputa era o da vereadora fortalezense Priscila Costa (PL).
Até o momento, a direção nacional do PL não se pronunciou oficialmente sobre a divergência interna.
Com informações de Gazeta do Povo
