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Serial killer que agiu no DF e Entorno deixa internação psiquiátrica por decisão da Justiça

A Justiça do Distrito Federal autorizou a desinternação condicional de Adaylton Nascimento Neiva, 47 anos, conhecido como Maníaco do Novo Gama, condenado a 54 anos e 6 meses por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado. Ele estava internado desde 2011 na Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP) da Penitenciária Feminina do DF, a Colmeia, e foi colocado em liberdade na terça-feira, 30 de junho.

Crimes cometidos

A série de ataques começou em março de 2000, no município goiano de Novo Gama, quando Adaylton matou a ex-mulher, Elenice Geralda Lucas, de 19 anos e grávida de cinco meses, e a enteada Luciene Lucas de Caldas, de 5 anos. Os corpos foram enterrados no quintal da casa e só encontrados dez dias depois.

Preso por 210 dias, o réu foi solto porque o Judiciário de Goiás não o levou a júri no prazo legal. Já em fevereiro de 2001, estuprou três mulheres no Gama (DF), crimes que lhe renderam pena de nove anos e seis meses. Beneficiado com progressão de regime em setembro de 2009, fugiu no mês seguinte e voltou a atacar.

Em dezembro de 2009, estuprou e matou a dona de casa Evanilde dos Santos Ribeiro, 41 anos, e, em 21 de dezembro, assassinou a estudante Alessandra Alves Rodrigues, 14 anos, em matagal no Novo Gama. Após fugir para o Nordeste, foi capturado em julho de 2010 em Picos (PI), onde vivia com nova companheira. Adaylton confessou nove homicídios — cinco no Novo Gama, três em Sobradinho e um em Santa Maria —, mas a Justiça reuniu provas para condená-lo em três casos.

Internação e laudos

Condenado em 2011, o réu teve a pena substituída por medida de segurança devido a diagnóstico de transtorno de personalidade dissocial com traços psicopáticos. Em abril de 2024, o Tribunal de Justiça do DF manteve a internação, concluindo que a periculosidade variava de moderada a alta.

Laudo pericial de 2023 apontou que o interno apresentava discurso sedutor, minimizava os crimes, culpava o uso de drogas e não demonstrava empatia pelas vítimas. Apesar disso, novo exame, de setembro de 2025, indicou estabilidade clínica e recomendou tratamento ambulatorial, embora sem descartar possibilidade de reincidência.

Decisão pela liberdade

A Vara de Execuções Penais mudou o entendimento em 19 de junho deste ano. A juíza Leila Cury destacou relatório da UBS 16 do Gama, de maio, que avaliou não haver necessidade de manutenção da internação, e considerou as saídas terapêuticas quinzenais realizadas desde março sem incidentes.

O serial killer deverá manter acompanhamento médico e psicológico, além de ser monitorado pelo serviço social do TJDFT e por familiares. Durante a internação, oficializou união estável e passará a viver com a companheira.

Com informações de Metrópoles

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