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PF intensifica operações contra desvios de R$ 379 milhões em emendas parlamentares

Nos dez primeiros dias de julho, a Polícia Federal deflagrou uma série de ações em sete estados e no Distrito Federal para apurar o desvio de aproximadamente R$ 379 milhões em verbas parlamentares. A ofensiva mira políticos e empresários suspeitos de peculato, lavagem de dinheiro e uso irregular de recursos públicos destinados a obras e serviços.

Alvos e valores bloqueados

Entre os investigados, destaca-se o bloqueio judicial de R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, por suposto direcionamento indevido de emendas. No Rio de Janeiro, a Operação Emendatio tem como foco o ex-deputado Chiquinho Brazão. Também são apurados contratos de empresários ligados ao deputado Sóstenes Cavalcante, além de possíveis irregularidades em municípios de Roraima.

Como funcionam as “emendas Pix”

Grande parte dos recursos sob investigação chegou às prefeituras por meio das chamadas transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”. Esse modelo libera o dinheiro diretamente do Orçamento da União sem exigir projeto prévio detalhado, o que, segundo especialistas, dificulta a fiscalização e a rastreabilidade dos gastos.

Corrida por liberação de verbas antes das eleições

O governo federal liberou R$ 33,89 bilhões em emendas no primeiro semestre de 2026, montante recorde para anos eleitorais. Como a legislação proíbe pagamentos a partir de 4 de julho, houve uma aceleração nos repasses, usados por parlamentares como moeda de troca por apoio político.

Exigência de maior transparência

Auditores e órgãos de controle defendem transparência integral sobre o destino das emendas: identificação do político que indicou a verba, da empresa contratada e da efetiva execução do serviço. O Tribunal de Contas da União trabalha para ampliar a rastreabilidade, mas o sistema ainda é considerado insuficiente.

A Polícia Federal informou que novas fases das investigações podem ser deflagradas conforme avançarem as análises de documentos, quebras de sigilo bancário e perícias contábeis.

Com informações de Gazeta do Povo

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