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Telescópio Nancy Grace Roman decola em Falcon Heavy e inicia viagem rumo ao ponto de Lagrange L2

A NASA lançou às 8h26 (horário de Brasília) deste domingo (30) o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, novo observatório projetado para desvendar alguns dos maiores enigmas do Universo. A decolagem ocorreu no Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX.

Poucos minutos após deixar a plataforma, o satélite estabeleceu contato com a Terra por intermédio de um satélite da Rede de Espaço Próximo da agência. Cerca de 70 minutos depois, a Rede de Espaço Profundo assumiu o controle das comunicações e passou a orientar o telescópio em direção ao ponto de Lagrange Sol-Terra L2, a aproximadamente 1,6 milhão de quilômetros do planeta.

Conferência pós-lançamento

Em coletiva no Centro de Imprensa Kennedy, o administrador da NASA, Jared Isaacman, definiu a missão como “o tipo de história de sucesso” que a agência busca repetir, destacando que o Roman foi entregue antes do prazo e dentro do orçamento. Participaram ainda Nicky Fox (Diretoria de Missões Científicas), Jackie Townsend (gerente do projeto), Julie McEnery (cientista sênior) e Denton Gibson (diretor de lançamento).

Nicky Fox ressaltou que o amplo campo de visão aliado à rapidez na captura de dados permitirá ao instrumento analisar grandes áreas do céu “como nunca antes”, ampliando pesquisas sobre matéria escura, energia escura e exoplanetas.

Próximas etapas em órbita

Durante a viagem de cerca de três meses até L2, a equipe abrirá a antena de alta capacidade e o escudo móvel que protege a entrada de luz dos instrumentos. O coronógrafo experimental será ativado para bloquear o brilho de estrelas e facilitar a observação de objetos mais fracos, técnica considerada essencial para futuras buscas de planetas semelhantes à Terra.

Em seguida, entra em operação o Instrumento de Campo Amplo (WFI), câmera infravermelha de 18 detectores e 300 megapixels. Cada imagem capturada cobrirá área cem vezes maior que a de um quadro do Hubble, mantendo a mesma resolução. A velocidade de varredura poderá ser até mil vezes superior, permitindo mapear em cinco anos mais de 50 vezes a área fotografada pelo Hubble em três décadas.

Telescópio Nancy Grace Roman decola em Falcon Heavy e inicia viagem rumo ao ponto de Lagrange L2 - Imagem do artigo original

Imagem: SpaceX

Dados e duração da missão

O Roman deverá gerar 1,4 terabyte de informações por dia, volume que será processado com apoio de inteligência artificial, aprendizado de máquina e colaboração de cientistas cidadãos. As primeiras imagens públicas estão previstas para o início de 2027, após fase inicial de testes e calibração. A missão primária tem duração estimada de cinco anos e deve produzir cerca de 20 petabytes de dados.

Parcerias globais

Gerenciado pelo Centro de Voos Espaciais Goddard, o projeto conta com participação do Jet Propulsion Laboratory, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech/IPAC) e do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI). A iniciativa também recebe contribuições da Agência Espacial Europeia (ESA), da japonesa JAXA, da francesa CNES e do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.

Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, considerada “mãe” do Telescópio Hubble, o novo observatório deverá aprofundar estudos sobre a evolução das galáxias, matéria e energia escuras, além de detectar exoplanetas por técnicas de coronografia e microlente gravitacional.

Com informações de Olhar Digital

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