Belo Horizonte – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (7/9) que a manifestação “Fora Lula”, realizada na Praça da Liberdade, não tinha caráter eleitoral e buscava pressionar pela saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Para mim, não é campanha nem para mim, nem para ninguém. Isso aqui é para poder tirar o Moraes, cobrar as autoridades”, declarou o parlamentar durante entrevista no local do ato.
Autoridades citadas
Além de Moraes, Nikolas mencionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, como alvos de pressão popular.
Flávio Bolsonaro e STF
O deputado disse que a única candidatura que pretendia abordar na manifestação era a do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo ele, o resultado da eleição influenciará futuras indicações de ministros ao STF.
“A única campanha aqui que eu vou citar é a campanha de Presidência da República, porque ela está diretamente ligada ao tema, que é a indicação de ministro do Supremo”, afirmou. Ele acrescentou esperar que Flávio vença o pleito para “equilibrar” a Corte.
Críticas a Moraes
Durante a entrevista, Nikolas voltou a atacar Alexandre de Moraes e disse acreditar que o ministro, e não o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tentou dar um golpe no país. “Não tenho dúvidas de quem tentou dar um golpe realmente, que deu, nesse país. Não foi Jair Messias Bolsonaro, mas Alexandre de Moraes”, declarou.

Imagem: Internet
Citações a Daniel Vorcaro
O parlamentar também comentou as recentes mensagens divulgadas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Nos últimos dias vieram a público conversas em que Vorcaro diz ter custeado voos usados por Nikolas. O deputado nega ter recebido dinheiro do ex-banqueiro e afirma nunca tê-lo encontrado pessoalmente.
Questionado sobre o tema, ele respondeu: “Não dá para colocar todo mundo no mesmo bolo”.
A manifestação deste 7 de Setembro foi organizada por grupos de direita e teve o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes como principais alvos.
Com informações de Metrópoles
