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STF remove diretor-geral da Polícia Federal após suspeita de monitoramento ilegal

Brasília — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (9.set.2026) o afastamento imediato de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Motivo da decisão

Segundo despacho do magistrado, a unidade de inteligência da PF elaborou pelo menos seis relatórios, entre 3 e 31 de agosto, dedicados a acompanhar decisões e condutas do próprio Mendonça. O ministro classificou a prática como “monitoramento ilegal e sistemático” e concluiu que a retirada de Rodrigues e do diretor de inteligência, Leandro Almada, é necessária para resguardar a investigação sobre eventual uso político da corporação.

Ligação com o Palácio do Planalto

Andrei Rodrigues ganhou destaque junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda na campanha eleitoral de 2022, quando chefiou a segurança pessoal do então candidato. Após a vitória, foi nomeado chefe da PF e passou a transitar livremente no Palácio do Planalto, figurando em atos oficiais como o desfile de 7 de Setembro. Era apontado como favorito para comandar um futuro Ministério da Segurança Pública.

Repercussão política

O afastamento de um aliado próximo impõe desgaste ao governo às vésperas do período eleitoral. Assessores indicam que o Executivo pretende recorrer, buscando levar o caso ao plenário do STF. Até o momento, Lula não se pronunciou publicamente.

Reação interna na corporação

A medida provocou indignação na cúpula da PF. Onze diretores colocaram seus cargos à disposição em solidariedade a Rodrigues e Almada. Em nota, afirmaram que as acusações de atuação “não republicana” são infundadas e que “narrativas políticas” não podem apagar a história da instituição. Delegados e superintendentes regionais também discutem uma renúncia coletiva, aumentando a pressão sobre o comando interino.

Não há prazo definido para a escolha de um substituto permanente no cargo.

Com informações de Gazeta do Povo

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