Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselharam o Palácio do Planalto a não fazer críticas públicas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, em meio à crise que envolve a Corte e a Polícia Federal (PF).
A avaliação na equipe política de Lula é que qualquer manifestação mais dura poderia associar o chefe do Executivo a um dos grupos em disputa dentro do Supremo, especialmente ao do ministro Alexandre de Moraes, contaminando o ambiente da pré-campanha eleitoral.
Decisão que ampliou a tensão
O atrito ganhou força na terça-feira (8) após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A medida elevou a temperatura entre magistrados do STF, o comando da PF e o governo federal.
Reação institucional
A orientação é deixar o embate restrito ao campo jurídico. A Advocacia-Geral da União (AGU), chefiada por Jorge Messias, assumiu a linha de frente e já recorreu contra a decisão de Mendonça para tentar reconduzir Andrei Rodrigues ao cargo. Dentro do governo também foi cogitada a possibilidade de acionar o Conselho da República como alternativa institucional.
Campanha de Flávio Bolsonaro mantém distância
Do outro lado, a equipe do senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia com cautela o potencial eleitoral do episódio. Embora o afastamento da cúpula da PF possa ser usado contra o governo Lula, a campanha teme efeitos políticos imprevisíveis resultantes da disputa interna no STF e, por isso, evita transformar o tema em bandeira central.

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A prudência adotada por Planalto e oposição reflete a percepção de que a crise reúne diferentes atores e pode gerar desdobramentos ainda incertos no cenário político.
Com informações de Metrópoles
