O ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, que o Supremo Tribunal Federal (STF) encontre rapidamente uma saída para a crise envolvendo ministros da Corte. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer declarou que a manutenção da harmonia entre os Poderes é “uma questão de sobrevivência” para a República.
“Manter a integridade do Supremo Tribunal Federal e preservar a harmonia dos Poderes é uma questão de sobrevivência para a nossa República”, afirmou. Segundo ele, a Constituição representa a “expressão máxima da vontade popular”, e qualquer desrespeito às suas regras atinge diretamente a soberania do povo.
Responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao STF, o ex-presidente ressaltou que não defende nomes específicos. “O que me move não é a defesa de indivíduos, mas a defesa irrestrita da integridade das instituições”, disse.
Origem do impasse
A tensão teve início em 1.º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em reação, Moraes solicitou que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, só se manifestou sobre o caso no dia 9. Ele suspendeu o despacho de Mendonça que afastava a cúpula da Polícia Federal, bem como a decisão do ministro Flávio Dino que determinava o retorno dos delegados aos cargos. Fachin também travou todos os procedimentos que envolvem integrantes da Corte, afastou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e assumiu pessoalmente as apurações.
O plenário do STF deverá julgar na terça-feira, 15 de setembro, o pedido de investigação contra Moraes.

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Apelo por diálogo
Para Temer, parte da sociedade vê “insensatez” na maneira como a crise vem sendo conduzida dentro do Supremo. Ele destacou que o momento antecede as eleições, quando “o povo brasileiro outorgará uma procuração aos seus futuros governantes e legisladores”, e defendeu um ambiente de debate plural sobre o futuro do país.
O ex-presidente concluiu defendendo a apuração de eventuais responsabilidades, mas insistiu na necessidade de diálogo: “Que as responsabilidades sejam apuradas, claro, mas que o nosso norte seja sempre a harmonia, a paz e a defesa da nossa Constituição”.
Com informações de Gazeta do Povo
