','

'); } ?>

OAB solicita afastamento de Paulo Gonet de investigação que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunido com os presidentes das 27 seccionais, encaminhou nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja declarado impedido de atuar no processo sobre a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Motivos do pedido

No documento, a OAB sustenta que Gonet aparece no relatório da Polícia Federal divulgado em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo sobre o material. O relatório menciona que Vorcaro teria custeado, em meados de 2025, uma viagem do filho do procurador-geral a Londres e indica conversas de Gonet com o banqueiro por intermédio do advogado Ciro Soares.

Além disso, a Ordem lembra que o ministro Edson Fachin intimou pessoalmente Gonet a prestar esclarecimentos sobre procedimento aberto para investigar possível interferência externa na elaboração do mesmo relatório. Para a entidade, essa condição inviabiliza a atuação do procurador-geral como fiscal da lei no caso.

Substituição sugerida

A petição propõe que a manifestação do Ministério Público Federal seja feita pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, a fim de “preservar a neutralidade processual”.

Comissão especial e acesso aos autos

O Colégio de Presidentes aprovou a criação de uma comissão composta por membros da Diretoria do Conselho Federal e pelos dirigentes das seccionais para examinar toda a documentação existente no STF e elaborar parecer sobre a conduta dos ministros envolvidos. O texto pede acesso a provas, relatórios de inteligência, decisões e manifestações, inclusive as que tramitam sob sigilo.

Investigações e arquivamento de inquéritos

A Ordem solicita a abertura de apurações para identificar eventuais ilícitos praticados por autoridades de qualquer Poder, sem distinção de cargo ou função, e defende que todos os fatos de relevância penal sejam investigados pelas instâncias competentes. Paralelamente, o colegiado reforçou o pedido de encerramento de inquéritos de duração indefinida, destacando o Inquérito 4.781, conhecido como “das fake news”, em tramitação há sete anos.

No entendimento da entidade, a celeridade já conferida ao caso deve ser preservada até a completa elucidação dos fatos, garantindo às autoridades envolvidas direito de defesa e, quando necessário, análise colegiada de questões com maior repercussão institucional.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *