O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no início da noite desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, após permanecer internado por quase dez dias. O tratamento incluiu uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e procedimentos voltados a cessar crises persistentes de soluço.
Assim que recebeu alta, Bolsonaro foi conduzido novamente à Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado, resultado da condenação por tentativa de golpe de Estado.
Recomendações médicas
No relatório pós-operatório, a equipe médica indicou o uso de um aparelho CPAP para amenizar quadros de apneia do sono e melhorar a respiração do ex-presidente durante a noite. O hospital, porém, informou que não divulgaria novo boletim sobre o estado de saúde do paciente.
Prisão domiciliar negada
Mesmo com a alta hospitalar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pela segunda vez o pedido da defesa para que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar em razão de seu quadro clínico. De acordo com Moraes, não houve fatos novos que justificassem a mudança de regime e as recomendações médicas podem ser atendidas dentro da unidade da PF.
Imagem: Vini Santa Rosa
Reações e próximos passos
Os advogados de Bolsonaro anunciaram que recorrerão novamente ao STF em busca da prisão domiciliar. A decisão de Moraes provocou críticas de filhos e aliados do ex-chefe do Executivo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que a família continuará a pressionar pela adoção de medidas que, segundo ele, garantam a recuperação adequada do pai.
Com informações de Gazeta do Povo
