Brasília, 09 jan. 2026 – As celebrações pelos três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023 ocorreram nesta quinta-feira (8) com baixa participação e agendas paralelas nos Poderes da República.
Cerimônia no Planalto e veto presidencial
Em evento esvaziado no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que previa a revisão das penas aplicadas aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. O texto havia sido aprovado pelo Congresso, mas foi barrado sob justificativa de que poderia enfraquecer a resposta do Estado aos atos de 2023.
Número de condenações é criticado
No programa Última Análise, transmitido no YouTube, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol comparou o índice de condenações ao de regimes autoritários. Segundo ele, foram 800 condenações e 14 absolvições – 2% de absolvidos –, percentual considerado “digno da Coreia do Norte”. Ele lembrou que, na Operação Lava Jato, o índice de absolvição superava 20%.
Fachin elogia Moraes
Em outra solenidade, no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, elogiou a atuação do colega Alexandre de Moraes à frente dos inquéritos sobre o 8 de janeiro. Fachin afirmou que Moraes conduziu os processos “com firmeza” e enfrentou “sacrifícios pessoais” durante as investigações.
Ausências e “ato político-partidário”
O escritor Francisco Escorsim chamou a cerimônia no Planalto de “grande teatro” e destacou a ausência dos presidentes da Câmara e do Senado, qualificando o encontro como um ato de caráter político-partidário.
Conflitos no Irã derrubam internet
Também no programa, convidados comentaram os protestos no Irã. Relatórios da organização NetBlocks apontaram um apagão nacional de conectividade decidido pelo regime islâmico diante da intensificação das manifestações em Teerã. O ex-juiz Adriano Soares da Costa atribuiu parte da pressão sobre o governo iraniano a sanções impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Imagem: Luiz Silveira
PF investiga Banco Master
A Polícia Federal apura se o Banco Master pagou R$ 2 milhões a influenciadores digitais para promover ataques ao Banco Central e tentar reverter a liquidação da instituição no Tribunal de Contas da União. Para Dallagnol, a suposta estratégia configura “corrupção privada” e poderia motivar a prisão preventiva do presidente do banco, Daniel Vorcaro.
Programa diário
Última Análise vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, no canal da Gazeta do Povo no YouTube.
Com informações de Gazeta do Povo
