O coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos foi detido pela Polícia Federal em 27 de dezembro de 2025, em Palmas, Tocantins. Condenado a 16 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma trama para derrubar o governo, o militar agora cumpre prisão domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica.
Operação nacional
A prisão integrou uma operação da PF que executou dez mandados contra réus sentenciados por tentativa de golpe de Estado. A condenação de Bastos e de outros nove acusados ocorreu em 18 de novembro de 2025.
Crimes e pena
O STF atribuiu ao coronel cinco crimes:
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Participação em organização criminosa armada;
- Dano qualificado;
- Deterioração de patrimônio tombado.
A pena total fixada foi de 16 anos de reclusão.
Papel na organização
Segundo os autos, Bastos atuava no “Núcleo 3” da organização, responsável por planejar ações violentas, incluindo assassinato de autoridades. Ele admitiu ter conhecimento de uma carta destinada a pressionar o Alto-Comando do Exército para aderir à conspiração e ajudou a distribuir o documento entre militares.
Defesa
O advogado Marcelo Cordeiro classificou a prisão como “arbitrária e ilegal”. De acordo com ele, não há provas de participação do cliente nos crimes apontados e a defesa pretende recorrer.
Restrições impostas
Além da tornozeleira, o STF proibiu o coronel de acessar redes sociais, manter contato com outros investigados ou receber visitas. O passaporte foi recolhido e o porte de arma suspenso.
Imagem: trama golpista é preso no Tocantins
Salário mantido
Dados do Portal da Transparência indicam que Bastos, na reserva desde junho de 2025, continua recebendo remuneração bruta de R$ 30.437,50. A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que os pagamentos referentes a outubro e novembro foram efetuados e que os valores de dezembro estarão disponíveis a partir de 30 de janeiro de 2026.
Situação processual
A condenação ainda não transitou em julgado. Recursos poderão ser apresentados após a publicação dos acórdãos.
As informações encerram-se aqui.
Com informações de G1
