Brasília — O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou na noite de segunda-feira (16/3) que avaliará, junto à Advocacia do Senado, os próximos passos depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fechamento da sala-cofre que guarda os dados sigilosos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“Vou analisar a decisão amanhã com a advocacia do Senado e tomar as medidas necessárias. Entendo que, assim que os dados pessoais forem retirados, o ministro devolverá à CPMI os documentos”, declarou Viana durante entrevista ao programa Roda Viva.
Acesso suspenso
Na decisão de segunda-feira, Mendonça suspendeu o acesso de senadores e assessores às informações extraídas do celular de Vorcaro, argumentando necessidade de preservar aspectos da vida privada do banqueiro. O acesso permanecerá bloqueado até que a Polícia Federal filtre e retire conteúdos de caráter pessoal.
Preocupação com vazamentos
Viana relatou que a comissão foi acusada pelo ministro Alexandre de Moraes de vazar material sigiloso. Segundo o senador, a divulgação de conversas ou arquivos particulares poderia comprometer a investigação e reforçar a estratégia de defesa de Vorcaro. “Se essas provas vazarem, a defesa pode inviabilizá-las e até dificultar eventual prisão”, disse.
Próximas providências
Entre as ações estudadas, o presidente da CPMI quer:
Imagem: Internet
- Retomar o diálogo com Mendonça para reaver o material, já expurgado de dados pessoais;
- Solicitar a prorrogação do prazo de funcionamento da comissão, a fim de concluir oitivas e analisar os arquivos mantidos na sala-cofre.
Desde sexta-feira (13/3), técnicos do Senado processavam os dados do aparelho de Vorcaro para agilizar buscas que pudessem relacionar o banqueiro ao suposto esquema de fraudes no INSS. Com a ordem de Mendonça, o trabalho foi interrompido.
Com informações de Metrópoles
