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Disputa entre governador e vice reacende debate sucessório no Tocantins para 2026

O processo sucessório de 2026 no Tocantins começa a repetir um enredo já visto. O governador Wanderlei Barbosa, bem avaliado nas pesquisas, enfrenta um distanciamento político do vice, Laurez Moreira (PSD), que busca viabilizar candidatura própria ao Palácio Araguaia — rebautizado como Palácio Governador José Wilson Siqueira Campos em julho de 2023.

Tensão remete a 1994

A situação lembra o quadro de 1994, quando o então governador José Wilson Siqueira Campos pretendia deixar o cargo seis meses antes da eleição para lançar o filho, Eduardo Siqueira Campos, ao governo. O plano dependia de a época, o vice-governador designado ser também prefeito de Gurupi, João Cruz, renunciar à prefeitura. Como Cruz manteve o mandato, a estratégia fracassou, Siqueira Campos não concorreu à reeleição e Eduardo ficou fora da disputa.

Relação abalada

Trinta anos depois, o Tocantins revê o mesmo conflito central: o vice que poderia assumir a cabeça da chapa governista não conta com apoio integral do titular. Nos bastidores, Laurez Moreira acumula atritos com aliados de Wanderlei Barbosa e trabalha para se colocar como opção autônoma, mesmo à custa de tensões internas.

Nomes alternativos

Diante da indefinição, outras lideranças surgem como pré-candidatas governistas. O presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos) — autor da proposta que mudou o nome da sede do Executivo pela Lei nº 4.201, de 18 de julho de 2023, sancionada por Barbosa em 20 de julho de 2023 — articula apoio para entrar na corrida. A senadora Dorinha Seabra também é cotada dentro do grupo.

Palácio Araguaia rebatizado

O Palácio, centro das atenções da disputa, recebeu o novo nome em homenagem a Siqueira Campos. A iniciativa reforça o paralelo histórico ao colocar no mesmo cenário a memória de 1994 e a atual incerteza quanto a quem herdará o comando do Estado.

Com alianças frágeis entre titular e vice, o Tocantins volta a usar o mesmo roteiro político: a sucessão transformada em campo de batalha interna, com o calendário eleitoral de 2026 cada vez mais próximo.

Com informações de Atitude Tocantins

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