O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, informou que não pretende revelar antes da eleição o nome de quem comandaria o Ministério da Fazenda caso seja eleito. A decisão contrasta com a estratégia de 2018, quando seu pai, Jair Bolsonaro, apresentou Paulo Guedes como fiador da política econômica ainda durante a campanha.
Segundo aliados, Flávio avalia que, à época, havia forte desconfiança de eleitores e do mercado financeiro sobre os rumos da economia, o que levou Jair Bolsonaro a antecipar o chamado “Posto Ipiranga”. Agora, o senador considera que esse grau de incerteza não se repete, pois o público já associa sua plataforma a um viés liberal semelhante ao do ex-presidente.
Outro ponto que pesa para a postergação é a formação de um grupo de economistas que trabalha na elaboração do programa de governo. Flávio entende que escolher um único nome neste momento poderia desmotivar os demais integrantes da equipe e criar disputas internas.
Pesquisas recentes apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro como os pré-candidatos com maior probabilidade de avançar ao segundo turno. Na mesma conjuntura eleitoral, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou na segunda-feira (23/3) que desistiu de concorrer ao Planalto.
Imagem: Jair Bolsaro para comando da ecmia e
Com informações de Metrópoles
