O Ministério das Relações Exteriores divulgou na noite de sábado (28.fev.2026) uma nova nota oficial sobre a crise no Oriente Médio. No comunicado, o governo brasileiro manifestou solidariedade à Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, alvos de ações retaliatórias atribuídas ao Irã no mesmo dia.
O Itamaraty declarou “profunda preocupação” com a escalada de hostilidades na região do Golfo, classificando o momento como ameaça grave à paz e à segurança internacionais, com possíveis repercussões humanitárias e econômicas amplas.
O texto pede a interrupção imediata de ofensivas militares e exorta todos os envolvidos a respeitarem o Direito Internacional. O governo brasileiro condenou quaisquer atos que violem a soberania de terceiros Estados ou ampliem o conflito, incluindo ataques contra áreas civis.
O comunicado recorda que o direito de legítima defesa, previsto no Artigo 51 da Carta da ONU, deve observar proporcionalidade e relação direta com o ataque sofrido. Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil enviou condolências às famílias das vítimas e reiterou a obrigação dos Estados de proteger a população, conforme o Direito Internacional Humanitário.
Mais cedo, ainda no sábado, o Itamaraty já havia condenado os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos no território iraniano, enfatizando que a ação ocorreu durante negociações diplomáticas. Naquela primeira nota, Brasília defendeu a diplomacia como “único caminho viável” para a paz e solicitou máxima contenção de todas as partes.
Imagem: Marcelo Camargo
Em ambos os posicionamentos, o governo brasileiro reafirmou que diálogo e negociação diplomática são essenciais para solucionar o impasse e destacou o papel central das Nações Unidas na prevenção e resolução de conflitos.
Com informações de Gazeta do Povo
