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Nova campanha do malware Astaroth usa WhatsApp Web para roubar dados bancários no Brasil

Pesquisadores da empresa de cibersegurança Acronis identificaram uma ofensiva do malware bancário Astaroth que mira usuários brasileiros. Batizada de Boto Cor-de-Rosa, a campanha utiliza o WhatsApp Web como canal de disseminação, explorando a confiança entre contatos para ampliar o alcance da infecção.

Como o ataque ocorre

O golpe começa quando a vítima recebe, no WhatsApp, uma mensagem enviada por alguém da própria lista de contatos. O texto, em tom informal — “Aqui está o arquivo solicitado. Qualquer dúvida, fico à disposição!” —, acompanha um arquivo .ZIP.

Ao descompactar o conteúdo pelo WhatsApp Web, é executado um script em Visual Basic (VBS) disfarçado de documento legítimo. Esse código inicial baixa dois componentes:

  • Módulo bancário (escrito em Delphi) – responsável por capturar credenciais quando o usuário acessa sites financeiros;
  • Módulo de propagação (em Python) – encarregado de coletar a lista de contatos da vítima e reenviar o arquivo malicioso de forma automática.

Engenharia social refinada

Para aumentar a taxa de sucesso, o malware adapta a saudação da mensagem (“Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”) conforme o horário local do destinatário. Como o arquivo vem de um contato conhecido, a tendência é que o usuário confie e execute o conteúdo.

Roubo silencioso de credenciais

Enquanto o módulo de propagação transforma cada infectado em novo vetor do golpe, o componente bancário permanece em segundo plano, monitorando a navegação. Ele só entra em ação ao detectar acesso a páginas de bancos ou serviços financeiros, momento em que ativa mecanismos de captura de dados sem alertar o usuário.

Nova campanha do malware Astaroth usa WhatsApp Web para roubar dados bancários no Brasil - Imagem do artigo original

Imagem: Daniel Cosntante

Monitoramento em tempo real

O Astaroth também registra métricas de desempenho — número de mensagens enviadas, falhas e taxa de sucesso — e envia essas informações a servidores remotos controlados pelos criminosos. Assim, os operadores avaliam a eficácia da campanha continuamente.

Defesa e recomendações

Segundo a Acronis, soluções de EDR/XDR já identificam e bloqueiam a nova variante, mas a empresa reforça a importância de estratégias de segurança em múltiplas camadas. O principal alerta é para que usuários evitem abrir arquivos não solicitados, mesmo quando recebidos de contatos confiáveis.

Com informações de Olhar Digital

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