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Ministério Público de SP volta a convocar Bia Miranda quatro meses após colisão com Porsche

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou, pela segunda vez, o depoimento da influenciadora Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, a Bia Miranda, sobre o acidente de trânsito ocorrido em 20 de agosto do ano passado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste da capital.

Na data do episódio, Bia ocupava o banco do passageiro de um Porsche 911 Carrera conduzido pelo então namorado Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto. O veículo avançou o sinal vermelho e atingiu um Hyundai HB20 que cruzava a via pela Rua Elvira Ferraz, segundo imagens do sistema Smart Sampa.

Diligência pendente

A promotoria pretende esclarecer a dinâmica da colisão, confirmar se a influenciadora sofreu ferimentos e verificar se ela recebeu atendimento médico. O órgão ressalta que Bia deixou o local antes da chegada da polícia, conduzida por seguranças que retiraram objetos do Porsche, medida que teria prejudicado a preservação da cena.

Apesar de a Polícia Civil ter concluído o inquérito, o MPSP pediu novas diligências, incluindo perícia complementar e a oitiva de Bia. Até agora, a influenciadora não compareceu para prestar esclarecimentos.

Situação de Gato Preto

Na segunda-feira (19/1), a Polícia Civil indiciou Gato Preto por lesão corporal culposa, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e alteração da cena, todos previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Ele não foi interrogado porque seus advogados desistiram sucessivamente de acompanhá-lo, levando ao indiciamento indireto.

Exames toxicológicos detectaram álcool, MDA e THC no organismo do motorista. Testemunhas relataram que, logo após a batida, o influenciador agiu de forma agressiva, chegou a rir da situação e teria ameaçado as vítimas antes de sair do local.

Possível qualificação de tentativa de homicídio

Diferentemente da Polícia Civil, que enquadrou o caso como crimes culposos de trânsito, o Ministério Público sustenta que a conduta configura tentativa de homicídio com dolo eventual. Para a promotoria, dirigir em alta velocidade, sob efeito de álcool e drogas e ignorar o semáforo demonstra que o investigado assumiu o risco de matar.

Com esse entendimento, o processo foi remetido a uma Vara do Júri. Caso seja denunciado por tentativa de homicídio, Gato Preto poderá responder a pena de seis a 20 anos de prisão em caso simples, ou de 12 a 30 anos se houver qualificadora, com redução de um a dois terços por se tratar de tentativa.

As defesas de Bia Miranda e de Gato Preto não foram encontradas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Com informações de Metrópoles

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