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Oeiras registra 41 °C e se destaca como cidade mais quente do país em 2025

Oeiras, no centro-sul do Piauí, ganhou atenção nacional ao alcançar 41 °C em 2025, a maior temperatura medida no Brasil naquele ano, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Clima semiárido molda a rotina

Localizada em área de clima semiárido, a cidade convive com altas médias térmicas e longos períodos de estiagem. Pesquisas sobre centros urbanos em regiões quentes indicam que municípios de porte reduzido tendem a se adaptar com mais facilidade, algo visível no cotidiano oeirense.

Entre os ajustes mais frequentes estão deslocamentos curtos, tráfego pouco congestionado, uso intensivo de áreas sombreadas e a reorganização dos horários de trabalho e lazer para evitar o pico de calor. Comércio e repartições costumam abrir mais cedo, enquanto o movimento de pedestres aumenta no fim da tarde.

Arquitetura histórica como aliada

Primeira capital do Piauí, Oeiras mantém um centro histórico preservado, com igrejas coloniais de paredes espessas e pé-direito alto. Essas características, concebidas no período colonial, ajudam a reduzir a temperatura interna dos imóveis, funcionando como solução térmica antes mesmo da discussão moderna sobre conforto climático.

Custo de vida considerado baixo

O cotidiano sob altas temperaturas não afasta quem busca moradia mais acessível. Estimativas locais apontam aluguel de quarto entre R$ 600 e R$ 1.000 mensais, gastos com alimentação entre R$ 550 e R$ 750 e tarifa de transporte urbano classificada como muito baixa. A conta de energia, porém, varia conforme o uso de aparelhos de ar-condicionado.

Oeiras registra 41 °C e se destaca como cidade mais quente do país em 2025 - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Para especialistas, exemplos como o de Oeiras destacam a importância de sombra urbana, arborização, materiais construtivos adequados e horários flexíveis, práticas já incorporadas ao dia a dia da cidade.

Apesar do recorde térmico, Oeiras mostra que adaptações simples — e em alguns casos seculares — podem garantir o funcionamento de áreas urbanas expostas a temperaturas extremas.

Com informações de Olhar Digital

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