O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar. O requerimento leva a assinatura de 175 parlamentares.
Segundo Gayer, a medida busca evitar risco à saúde do ex-chefe do Executivo. “Estamos falando de um homem que pode morrer se essa situação continuar. Isso não é Justiça, é tortura institucionalizada”, declarou o deputado.
Quadro clínico
Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. Ele passou por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, no momento, permanece em unidade semi-intensiva, recebendo medicação intravenosa. O tratamento pode sobrecarregar os rins, motivo pelo qual a equipe médica monitora constantemente a dosagem dos antibióticos.
O boletim mais recente indica “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e importante redução dos marcadores inflamatórios”, mas ainda não há previsão de alta. O ex-presidente também realiza fisioterapia respiratória e motora.
Pedidos da defesa
A defesa de Bolsonaro enviou na terça-feira, 17 de março, outro pedido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitando a revisão da decisão que determinou a custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal após a alta médica. Os advogados alegam falta de monitoramento clínico contínuo e de equipe de saúde permanente no local, o que, segundo eles, tornaria qualquer intercorrência “potencialmente fatal”.
Em laudo emitido antes do agravamento do quadro, a Polícia Federal havia informado que o batalhão teria condições de receber Bolsonaro. A manifestação da defesa afirma que a situação de saúde atual invalida essa conclusão.
Imagem: Andre Borges
Aniversário sem previsão de alta
Bolsonaro completará 71 anos no sábado, 21 de março, mas, de acordo com a equipe médica, não há expectativa de liberação do hospital até a data. Caso o quadro continue evoluindo positivamente, ele deverá ser transferido para um quarto comum antes de qualquer eventual retorno ao batalhão.
O pedido apresentado por Gayer aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes.
Com informações de Gazeta do Povo
