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Senador requer quebra de sigilos de empresa ligada aos irmãos de Dias Toffoli

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, apresentou requerimento para quebrar os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, companhia controlada por José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

O pedido abrange o período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026 e inclui a obtenção de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo o parlamentar, a medida busca apurar suspeitas de blindagem patrimonial e utilização de “laranjas” em operações relacionadas a fundos do liquidado Banco Master.

A Maridt tornou-se alvo da comissão após reportagens indicarem a participação da empresa no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento avaliado em R$ 6,6 milhões que também recebeu investimentos de fundos ligados ao Banco Master. Funcionários do resort teriam indicado o ministro como “verdadeiro dono” da estrutura, informação que reforçou dúvidas sobre sua atuação como relator de processos envolvendo o banco no STF.

No documento encaminhado à CPI, Vieira solicita detalhes de movimentações financeiras, contas, investimentos e bens da Maridt, além de registros de chamadas telefônicas, dados de redes sociais, aplicativos de mensagens e serviços de armazenamento em nuvem. O senador classificou o levantamento como “de extrema urgência” para desvendar o que chamou de “complexa rede de influência e lavagem de capitais” em torno do Banco Master.

A participação dos irmãos no Tayayá foi parcialmente negociada com fundos associados ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A sede da Maridt funciona na residência de José Eugênio, onde sua esposa, Cássia Pires Toffoli, afirmou desconhecer qualquer vínculo do marido com o resort paranaense.

O requerimento será apreciado pelos membros da CPI, que decidirão se autorizam o acesso às informações solicitadas.

Com informações de Gazeta do Povo

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